quarta-feira, 2 de abril de 2014

Retiro do Clero 2014 - Arquidiocese de Pelotas

Presbíteros refletem sobre fortalecimento da Vocação e Missão

       "Nós padres temos que salvar a leitura orante da palavra de Deus, se salvarmos a Palavra, ela salvará o nosso ministério.
        Não é o sucesso na pastoral, não é a liderança ou o carisma em meio a comunidade, não é o prestígio, não é a realização material. Tudo isso tem sua relevância a medida em que não perdermos o fundamental, a intimidade com o Senhor Jesus; então sua Palavra
acabará por configurar todo o nosso ser, nossas intenções, nosso agir.
       Nós nos deixamos influenciar por aqueles a quem amamos, se amamos o SENHOR JESUS a quem seguimos, será ELE a grande influência das nossas inspirações e decisões"(Dom José Peruzzo)

 O clero da arquidiocese de Pelotas que esteve reunido de  24 a 27 de março, encerrou seu retiro com uma missa de envio presidida pelo arcebispo metropolitano dom Jacinto Bergmann, e concelebrada pelo bispo dom José Antônio Peruzzo da diocese de Palmas-Francisco Beltrão - PR (assessor do retiro), também pelo bispo emérito dom Jaime Chemello e padres presentes. Dom Jacinto em sua homilia exortou a todos que se mantenham firmes, sem desviar-se da missão a qual são chamados, e que todos possam estar alicerçados na Palavra de Deus.

Na ocasião foram parabenizados os padres Olavo João Gasperin, pelos seus 60 anos de sacerdócio; Pe. Luiz Neis e Pe. Claudio Alves de Deus, pelos anos jubilares (25 anos de sacerdócio). 

Em entrevista especialmente concedida à assessoria de comunicação, dom José Antônio Peruzzo, destacou que o retiro do clero teve uma temática eminentemente bíblica observando alguns dos grandes personagens que experimentaram momentos nobres e pobres em sua vocação e missão. "Acentuamos fortemente em nossos estudos durante os quatro dias, a vocação, a consciência de termos sido chamados por Deus. Em que fundamentos se solidifica, tanto a vocação como a missão?".

Dom Peruzzo destacou ainda que a sociedade atual vive um tempo em que tudo é avaliado sob critérios de produtividade de eficiência e de competitividade, em cima de resultados, mas, o sacerdócio, ministério, vocação e missão, fundamentam-se em outras realidades, ou seja, na intimidade com Deus que qualifica o coração e a pessoa do presbítero para se tornar linguagem das presenças e das ternuras de Deus pelo seu povo. Enriquecer-se de Deus para ser humanamente e espiritualmente rico em favor daqueles aos quais foi enviado. "Estudamos alguns grandes profetas, como Jeremias e Paulo que enfrentaram momentos difíceis em sua missão, a relação de Jesus com os discípulos; eles eram tão humanos como nós somos, como foram os padres de ontem e de hoje. Quantos de nós muitas vezes têm responsabilidades maiores que as próprias forças pessoais? Onde aurir forças, vigor, criatividade? Estudamos todos esses pontos através da leitura, da reflexão, do silêncio, da oração e da convivência", salientou.

Dom Peruzzo finalizou a entrevista com a seguinte mensagem: "Nós padres temos que salvar a leitura orante da palavra de Deus, se salvarmos a Palavra, ela salvará o nosso ministério. Não é o sucesso na pastoral, não é a liderança ou o carisma em meio a comunidade, não é o prestígio, não é a realização material. Tudo isso tem sua relevância a medida em que não perdermos o fundamental, a intimidade com o Senhor Jesus; então sua Palavra acabará por configurar todo o nosso ser, nossas intenções, nosso agir. Nós nos deixamos influenciar por aqueles a quem amamos, se amamos o SENHOR JESUS a quem seguimos, será ELE a grande influência das nossas inspirações e decisões.


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